terça-feira, 20 de setembro de 2016

Devaneio teológico

Resultado de imagem para fotos devaneioHá infelizmente instaurado em nossos dias, muita loucura, vícios, fantasia e sofismas no "nosso" cerne teológico. E não falo isso simplesmente na questão "técnica" da máquina estrutural de tal, mas da prática. Há hoje em dia expressões nítidas e palpáveis de uma teologia que tem apenas um fim em si mesmo. São idéias e ideais sem fundamentos, motivação correta e concreta. Daí surgem expressões modernas de legalismos, farisaísmos (no sentido mais deplorável da palavra) e tradicionalistas (na maneira pejorativa desse entendimento, em seu modus operandi).

O que é preciso? Nova reforma, retorno as Escrituras, retorno a piedade e oração... Sim, tudo isso é necessário dentro do que é o que se é; mas prioritariamente e primariamente, é preciso estar no evangelho, ser de Cristo. E a partir disto, dentre tantas coisas, possuir uma teologia viva que venha exclusivamente da profunda consciência  da cruz, da morte de Cristo e sua ressurreição. E tal falta gera em grande instância, morte de egos, altivez, competições intelectuais e acadêmicas, debates por orgulhos, e tantos outros pecadinhos de estimação, enculturado no pensamento teológico comumente aceito em muitos círculos.

Louvado seja Deus, que ainda há teologia séria, teólogos crentes e sinceros, e institutos comprometidos com o Reino. Gente que não defende uma causa própria, nem faz barganhas e proselitismos indiretos, que ainda possui a essência do que é realmente válido e cristão: "Sabemos, irmãos, amados de Deus, que ele os escolheu porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos entre vocês, em seu favor" (I Tessalonicenses 1:4-5).