quinta-feira, 2 de novembro de 2017

500 anos da reforma e a história que não foi honrada devidamente nestes dias

Resultado de imagem para reformaCadê as menções sobre John Wycliffe, John Huss, Savonarola... E os Valdenses? E os demais que ao longo do tempo abriram tantos caminhos (inclusive os sem "grife")?  Deveríamos saber que simbolicamente, até pelo contexto macro da época, há 500 anos houve foi o início do fervor que consolidou algo que se inicia bem antes. Em 1517 houve a publicação das 95 teses (e de fato foi isso o que comemoramos nestes dias); a reforma é, porém, mais ampla e antiga. E é isto que me incomoda: quanta deturpação tenho lido recentemente.
Sim, pois até os chamados "pré-reformadores" não são devidamente honrados. Fizeram assim então da reforma uma marca de alguns. Lutero, por exemplo, é o grande expoente evidentemente. Mas não se pode esquecer o todo da história, jamais!
A reforma portanto é de todos que entendem o que é ser na história uma voz que não se cala. Ela não é calvinista (como cheguei a saber que alguns defendem isso), ou de qualquer grupo. Nem começou com um homem. Não é patenteada por A ou B. Nem é de quem se julga arminiano. A Reforma se deu na coletividade de dezenas de anos. Ela é singularmente plural, absolutamente não patenteada nem privatizada.
Aí fica simples de entender que a reforma não é canônica. E se tirar Jesus do seu cerne e fazer dela como alguns estão fazendo, uma espécie segunda vinda do evangelho, correremos o risco de a transformar naquilo que ela mesmo não teve pretensão de ser.
E louvado seja Deus por Lutero e todos os reformadores de Deus!
Graças pelos inúmeros reformistas, conhecidos ou não, que sempre se levantou na história. Ou será que arrogantemente há quem ache que não há mais nenhum nos dias de hoje? Afinal: “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda est”; a reforma deve ser mais de que um modelo engessado, mas primariamente um entendimento amplo, subordinado sempre ao evangelho.