quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Respeitando as individualidades

Resultado de imagem para individualidadeNão queira que o outro seja você. Algumas pessoas querem que os seus sejam exatamente iguais a sua maneira de ser e proceder, naquilo que é particular de cada um. Muitos são os que então agem imaturamente neste aspecto. Cada um tem seu jeito, temperamento e forma de proceder. Evidentemente que exageros e certos procedimentos precisam ser trabalhados, mas tem de haver respeito à forma do outro pensar e agir: isto é algo fundamental, cada um tem suas individualidades. 

O anseio de alguns em querer que os outros sejam suas próprias “cópias”, tem gerado indivíduos mal resolvidos e que se tornam amargurados existencialmente. Tais vivem assim, “batendo” e “massacrando” quem estiver por perto e são exageradamente críticos e murmuram por tudo. Como bem disse Abraham Maslow: "Se a única ferramenta que você tem é um martelo, sua tendência será tratar todas as coisas como se elas fossem um prego"Também é valido observar que por vezes o que se acha ser defeito é apenas a particularidade que cada pessoa possui.

É então tolice forçar o mudar o temperamento do outro. Existem áreas do temperamento (que varia em cada um) que não se altera, pois no máximo se controla, e se mantém em domínio. Agora é importante observar, que temos que ter nossas mentes “abertas” para o amor e submissão ao Espírito Santo, para que o que for de ruim em nosso temperamento, ou no do próximo não nos domine. Segundo A. W. Tozer disse: “O melhor meio de controlar os nossos pensamentos é oferecer a mente a Deus em completa submissão”.

Também nunca exponha o outro. Existem pessoas que expõe as intimidades, defeitos, falhas e características particulares dos seus. Por exemplo, o casamento de alguns é um livro aberto. No respeito da individualidade, é preciso também tratar enquanto há tempo as feridas, desentendimentos e problemáticas, sem indevidas exposições. 

Isso implica em ter cuidado no falar. A bíblia diz em Provérbios 16:32: “Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo (espírito) do que aquele que toma uma cidade”. Em Efésios 4:26 diz: “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Manter o controle em certos momentos é muito importante, embora nem sempre seja fácil; alguns perdem a razão pelo jeito que pensa ou fala, infelizmente.


Este texto foi extraído do meu livro "Eu te amo não se diz só com palavras". Para mais informações, clique aqui.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O “Jesus” que alguns querem ou o Jesus revelado pelas Escrituras?

Resultado de imagem para fotos bibliaInfelizmente no atual contexto evangélico, em certa parte está se adorando a um “Jesus” produzido artificialmente para os próprios interesses de tais, e relativizado por uma ideologia corrente, que tenta fazer do Cristo revelado nas Escrituras não um messias, mas uma espécie de mero auxiliador pragmático e pessoal, um tipo de amuleto. E esse falso Jesus não é o mestre, mas um tipo de instrutor para conveniências; não um salvador, mas uma espécie de “Magaiver ungidão”, que apenas vem para resolver situações. E isto tudo é na verdade a individuação do egoísmo existencial contemporâneo, fruto do sedentarismo espiritual de muitos.

Mas o Jesus dos evangelhos não é um tipo de superman, um thor, um filho de Zeus. Não é um mero personagem, um super teólogo, nem um curandeiro particular. Jesus é o filho de Deus, o messias, o Cristo. Ele é o nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo, que nasceu da virgem e padeceu, foi crucificado, morto e sepultado; mas ressurgiu dos mortos ao terceiro dia e subiu ao Céu. E está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Jesus é então aquele que já é antes de tudo ser. E é aquele que continua sendo quando tudo não é. Cristo é  totalmente homem, mas também é o totalmente Deus encarnado; aquele que nasceu, mas já existia (I Pedro 1:19,20; João 1:1-3). Ele é o Senhor que absolutamente não é relativizado: Ele é verdade pura. Jesus é Deus e Deus estava em Cristo; Ele e o Pai são um (João 10:30).

E aí é que a coisa se conflita com a geração pós moderna, pois a ideia inexorável de que Cristo é Senhor, em geral é repugnada e não interessante a muitos círculos religiosos; para esses a melhor forma de guiar o mundo é não tendo um governante assim: soberano e acima de tudo e todos. E a problemática é que nisto comete-se idolatria contra Deus, quando se adora ao Jesus que não é esse Deus, mas apenas uma emanação humanística, um simples profeta e mestre.

Quem não crê que Jesus é Deus, mas o adora meramente por outra razão, comete idolatria contra Deus. E comete-se isto até quando se “usa” o nome “Jesus” como simples força e poder, mas sem que se o discirna, sabendo a verdade pela Verdade. Pois não existe conhecimento de Jesus se para o “discípulo” Ele não é Deus. É então pecado adorar a um “Jesus” que não seja o Jesus dos evangelhos!

E esta é a grande questão, pois na prática até em muitos cultos, Jesus não é reconhecido pelo que a Palavra diz: E mesmo que se diga com os lábios que Ele é Deus, não se crê de fato nisso. E se por acaso não aceita ao Jesus que é, se crerá no que não é. E aí tudo se relativiza, inclusive não se crerá na sua volta, do que é o pecado, do que é salvação, etc.

Alguns também não querem que Jesus seja o mediador ou único nisto. O tempo todo vemos mediadores sendo criados. Mas a bíblia é inexorável ao afirmar: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (I Timóteo 2:5). Sendo assim, é necessário uma reforma no que se acredita, e retornar a crer em Jesus pelo que as Escrituras dizem, para que os corações venham a arder não pelo que a mente quer, mas pelo que a Palavra afirmar. Quem adora a um Jesus diferente do que foi entregue e está revelado nas Escrituras é idolatra.